🧬 Nutrigenética: testes genéticos na nutrição: será que vale a pena?
Já reparou que há pessoas que bebem café à noite e dormem perfeitamente… enquanto outras ficam ansiosas ou com o coração acelerado? ☕
Ou que algumas pessoas sentem benefícios claros com certos suplementos alimentares… e outras não?
👉 A resposta pode estar seus genes.
Podemos influenciar os genes, reduzindo sua expressão ou manifestação clínica com o nosso estilo de vida, permitindo a possibilidade de controlar a nossa saúde com a ajuda de nutrigenómica e nutrigenética.
🧬 O que é a NUTRIGENÉTICA?
Apesar de partilharmos cerca de 99,9% do nosso ADN, a pequena diferença de 0,1% influencia a forma como o nosso corpo funciona.
Essas diferenças são chamadas SNPs (polimorfismos genéticos) — pequenas variações no ADN que impactam não só nas características físicas, como cor de pele, cabelo, olhos e altura, mas também influenciam o risco de doenças crónicas, necessidades nutricionais e resposta aos alimentos e outros compostos, como acontece coma cafeína e a creatina, que podem não ser benéficos para todos.
Os portadores de polimorfismos (alteração na sequência do DNA) podem não conseguir produzir as quantidades necessárias de uma determinada enzima ou proteína. Se essa enzima for responsável por quebrar níveis tóxicos de algum composto, isto significa que a pessoa é extremamente intolerante ao composto ou é mais susceptível a desenvolver uma doença relacionada.
Mutações genéticas vs Polimorfismos genéticos
As doenças genéticas são devidas a alterações mais complexas da estrutura dos cromossomas, como a síndrome de down, que apresenta um cromossoma extra, deleções ou duplicações de partes de material cromossómico, repetição excessiva ou falta de um gene, que provocam alterações mais complexas na construção do organismo. Pelo contrário, as alterações dos SNPs são mais discretas e implicam a ação normal de enzimas e proteínas, que vão determinar alterações do funcionamento saudável do organismo.
🍽️ Porque é que isto é importante?
Algumas variações genéticas podem fazer com que:
👉 Produza menos de certas enzimas ou proteína, que podem estar envolvidas por quebrar níveis tóxicos de certos compostos
👉 Tenha mais dificuldade em metabolizar determinados compostos
👉 Tenha necessidades nutricionais diferentes
👉 Mude mecanismos envolvidos na replicação e reparação do DNA, levando a doença
Por exemplo:
- Pessoas que metabolizam lentamente a cafeína podem sentir mais ansiedade ou alterações no sono
- Outras podem não responder da mesma forma à suplementação com creatina, tendo mais ou menos benefícios na performance, ou podendo mesmo chegar a ser prejudical.
🧬 Nutrigenética vs Nutrigenómica
👉 Nutrigenética
Estuda a forma como os genes influenciam a metabolização de nutrientes, ou seja, como é que as diferenças individuais na genética influenciam a resposta do corpo à alimentação.
👉 Nutrigenómica
Estuda a forma como os alimentos influenciam a expressão dos genes
Vamos a exemplos:
Por exemplo, pode-se ver nos estudos genéticos que a pessoa terá falta de enzimas para digerir laticínios, glúten ou cafeína… dificuldade na absorção e produção de vitamina D, etc.
👉 Na prática:
- os genes influenciam o funcionamento do nosso organismo
- a alimentação influencia como esses genes se expressam
🔥 E a epigenética?
👉 A genética não é uma sentença.
Através do estilo de vida (alimentação, sono, gestão de stress), conseguimos:
- ativar ou silenciar genes
- reduzir inflamação
- influenciar o envelhecimento
📌 Exemplo clássico são as abelhas:
A abelha-rainha e as operárias numa colmeia têm o mesmo código genético. No entanto, a abelha-rainha é maior, fértil, mais resistente em relação ao stresse ambiental e tem um processo de envelhecimento mais lento em comparação com as abelhas-operárias, podendo viver até dez vezes mais do que suas parentes operárias. As suas diferenças não são determinadas pela genética, mas sim pelos genes que são ativados, portanto, um efeito puramente epigenético ( o que o estilo de vida fez à sua expressão genética). A abelha-rainha é alimentada exclusivamente com geleia real, rica em proteína royalactina, o que leva a essas mudanças epigenéticas e a conseguinte expressão do conjunto de informações (o seu fenótipo).
👉 Ou seja: mesmo ADN, resultados completamente diferentes — devido à alimentação e estilo de vida
🧪 Como funciona um teste genético?
É simples e não invasivo:
✔️ Recolhe-se uma amostra de saliva ( na consulta ou na sua própria casa)
✔️ Envia-se para análise do ADN
✔️ Identificam-se as variações genéticas (SNPs)
Com esta informação conseguimos perceber:
- necessidades nutricionais
- resposta a alimentos e suplementos
- predisposições individuais
- adaptar o estilo de vida de forma a otimizar a saúde e prevenir doença ( principalmente aquelas cujo risco de desenvolvimento é maior)
⚠️ Importante: não é um diagnóstico
👉 A genética é apenas um fator de risco
👉 Com a alimentação e estilo de vida adaptado é possível reduzir o risco de determinada alteração/ patologia e prevenir a sua manifestação.
Assim, o teste genético é uma ferramenta poderosa para:
✔️ prevenir
✔️ personalizar
✔️ otimizar a saúde
🎯 Vale a pena fazer?
É a abordagem de saúde verdadeiramente personalizada.
Se quer perceber como o seu corpo responde aos alimentos e suplementos e conhecer o risco de doenças e preveni-las, marque consulta:
