Ontem, dia 4 de fevereiro, assinalou-se o Dia Mundial do Cancro.
Tive o privilégio de abordar o tema da suplementação alimentar e da sua segurança no doente oncológico no XIII Congresso Nacional da APLF 2025 – Segurança no Medicamento, e na aula “Nutracêuticos, Saúde Imunológica e Cancro” do curso Avanços em Nutracêuticos, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
Apesar de o cancro ser uma doença multifatorial, a nutrição desempenha um papel fundamental na prevenção, durante os tratamentos e na fase pós-tratamento.
Na prevenção, contribui para o equilíbrio metabólico e para a modulação da inflamação crónica, da microbiota e da função imunitária — fatores com impacto reconhecido no desenvolvimento da doença.
Durante os tratamentos oncológicos, a intervenção nutricional adequada ajuda a preservar o estado nutricional, a apoiar o sistema imunitário, a melhorar a tolerância terapêutica e a promover a qualidade de vida.
Na fase após os tratamentos, a nutrição é essencial na mitigação das consequências e dos efeitos adversos associados à sua necessária agressividade, apoiando a recuperação e a funcionalidade.
Dentro de uma perspetiva de nutrição saudável, completa e equilibrada, a suplementação alimentar, clinicamente selecionada, individualizada e rigorosamente controlada, pode ter um papel relevante na melhoria de sintomas, na qualidade de vida e no apoio ao estado nutricional e imunológico do doente oncológico.
Abordaram-se vários nutrientes como vitamina D, Selénio, Q10, entre outros.
A utilização destes nutrientes deve ser sempre contextualizada, criteriosa e integrada no acompanhamento nutricional do doente oncológico, garantindo segurança, adequação de doses e decisões fundamentadas na evidência científica.
